O que é o PIX? Quando usar?

Escrito na categoria "Comparativo de máquinas de cartão" por André M. Coelho.

O Banco Central do Brasil trabalhou no PIX por alguns meses antes de seu anúncio. Após o amadurecimento do sistema, a decisão foi de entrar em com o PIX em novembro de 2020. Uma verdadeira revolução bancária, o PIX dará aos bancos tradicionais uma vantagem contra os criptomoedas, agilizando o sistema de transferências e deixando todas as transações mais baratas.

Vamos descobrir o que é o PIX e quando é uma boa ideia usar.

O que é o PIX?

O PIX é um serviço de pagamentos instantâneos que foi criado pelo Banco Central do Brasil. Este sistema facilitará as transferências de fundos entre diferentes bancos. As transferências serão gratuitas e podem ser feitos a qualquer hora, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Mais do que uma mudança, é uma revolução no Brasil. Com efeito, até então, as transferências só eram possíveis durante os dias úteis, entre as oito da manhã e as cinco da tarde. Além disso, essas transferências geraram custos significativos. Dependendo do caso, a operação pode demorar várias horas ou até dias.

O sistema PIX permitirá que as transferências sejam feitas de um caixa eletrônico ou de uma conta bancária. Mas o especial é que também dará a possibilidade a pessoas fora do sistema bancário atual de realizar tais transações. Na verdade, as transferências podem ser feitas simplesmente de um smartphone, digitalizando um código QR. O Banco Central do Brasil está até estudando um sistema que permitirá que as transferências sejam feitas sem conexão com a internet, usando códigos QR armazenados no telefone.

Com cerca de 30% da população brasileira sem conta em banco, este serviço certamente tem um futuro brilhante pela frente. Mas é bom usar o PIX em qualquer transação?

PIX para uso no dia a dia

O PIX pode ser usado em diversas transações, mas não é recomendável para todas elas. (Foto: O Globo)

Quando usar o PIX em um pagamento?

O PIX pode ser usado em qualquer transação, inclusive para pagamentos de produtos e serviços. Sempre que for possível, é recomendável usar o PIX nas transações. Desta forma, você estará economizando dinheiro e tornando as transações mais rápidas.

Claro, se você está pagando por um produto ou serviço adiantado, ou que você não tem acesso de todas as informações do vendedor ou de quem está comprando, é bom tomar cuidado. Usando o PIX, você pode se ver sem o dinheiro muito rápido e acabar caindo em um golpe.

Criptomoedas e o PIX

Esse mecanismo de liquidação “centralizado” do PIX será operado exclusivamente pelo Banco Central do Brasil e terá dois tipos de participantes. “Participantes diretos” que realizarão transações diretamente na plataforma de liquidação e “participantes indiretos”, cujas transações serão necessariamente liquidadas por meio de participante direto.

Estamos, portanto, muito longe do espírito criptográfico. No entanto, vale lembrar que o PIX nasceu da necessidade do cidadão ter um meio de pagamento que fosse barato, rápido, transparente e seguro. Porque se pensarmos no que levou à criação do Bitcoin e das criptomoedas, vem da necessidade de termos recursos com essas características.

Outra grande vantagem para o BCB (mas menor para o cidadão), o sistema PIX também visa reduzir o uso de dinheiro. O lançamento da rede PIX está previsto para novembro de 2020 e um dos primeiros casos de uso será para permitir que cidadãos brasileiros paguem seus impostos. Posteriormente, também se espera que o Estado brasileiro faça restituições de impostos, benefícios sociais ou subsídios por meio do PIX.

Semelhante às moedas digitais do banco central (MNBCs), o Banco do Brasil pretende atender à crescente demanda dos cidadãos por pagamentos rápidos, ininterruptos e de baixo custo. Por outro lado, tanto para o PIX como para as MNBCs, em termos de descentralização e sigilo das transações, parece que não são prioridades.

Máquina de cartão e o PIX

Praticamente todas as máquinas de cartão estão se adaptando para poder aceitar o PIX como forma de pagamento. Você precisa verificar no site da sua operadora de máquina de cartão, pelo app ou pela própria máquina. Pode ser necessário fazer um cadastro, que é bem simples e fácil de fazer. Basta ter informações como seu CPF ou CNPJ em mãos, telefone, endereço, e o cadastro será muito simplificado.

Ficou alguma dúvida? Deixem nos comentários suas perguntas!

Sobre o autor

Autor André M. Coelho

Após ouvir relatos de seus clientes empresariais, André percebeu que existia o receio de aceitar cartões por motivos variados, desde custos até não saber como funcionava uma máquina de cartão. Sendo especialista em finanças e educador financeiro com mais de 300 horas em cursos, André decidiu escrever sobre as máquinas de cartão para ajudar seus leitores e os vendedores que querem entrar neste mundo dos cartões de crédito e débito.

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